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Óleo de amêndoas: para que serve, benefícios para a pele e o cabelo e como usar

Por Equipe Editorial GuiaDeSaudeAtualizado em 02 de junho de 202614 min de leitura
Frasco de vidro âmbar com óleo de amêndoas doce ao lado de amêndoas sobre uma bancada de madeira clara
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O óleo de amêndoas é um daqueles produtos que transitam com naturalidade entre a cozinha e a prateleira de beleza. Extraído das amêndoas, ele aparece em receitas caseiras de hidratação da pele, em finalizadores de cabelo, em óleos de massagem e até como toque final em saladas. Essa versatilidade explica boa parte da sua fama, mas também abre espaço para promessas exageradas. Entre o que o óleo de amêndoas realmente oferece, segundo fontes confiáveis, e o que a internet costuma prometer existe uma distância importante, e é justamente essa distância que este guia quer esclarecer.

A ideia aqui é apresentar o óleo de amêndoas de forma honesta e baseada no que dizem as fontes que consultamos: um ensaio clínico indexado no PubMed sobre óleo de amêndoas na pele, e materiais da Cleveland Clinic sobre as amêndoas, sobre óleos no cabelo e sobre a vitamina E. Você vai entender o que é o óleo de amêndoas doce, o que se sabe sobre seu efeito de hidratação na pele, seus usos no cabelo, o que a vitamina E faz no corpo, quais cuidados e contraindicações merecem atenção (a alergia a oleaginosas em primeiro lugar) e quais mitos vale a pena desfazer. Tudo isso sem prometer milagres, porque óleo de amêndoas é um cuidado complementar, não um tratamento.

O que é o óleo de amêndoas doce

O óleo de amêndoas é obtido a partir das amêndoas, as sementes comestíveis muito usadas na alimentação. As amêndoas, aliás, são um alimento de boa densidade nutricional: segundo a Cleveland Clinic, são ricas em fibras, proteínas, gorduras saudáveis, vitamina E e minerais como magnésio, fósforo e potássio, nutrientes que, conforme a entidade, têm papéis importantes em funções do corpo como produção de energia, crescimento das células e função imune. Quando se fala em uso na pele, no cabelo ou na cozinha, o produto de referência é o óleo de amêndoas doce, extraído da variedade comestível. Ele costuma ter cor clara, textura leve e um aroma suave, características que ajudam a explicar sua popularidade.

É importante separar o doce do óleo de amêndoas amargo. O amargo vem de uma variedade diferente e tem outra composição, não sendo indicado para o mesmo tipo de uso doméstico. Por isso, ao procurar óleo de amêndoas para a pele, o cabelo ou a alimentação, o produto correto é sempre o doce, normalmente identificado assim no rótulo.

Há ainda uma distinção prática entre versões cosméticas e versões alimentícias. Óleos vendidos como cosméticos são formulados para uso externo e podem conter outros ingredientes, enquanto óleos alimentícios seguem normas próprias para consumo. Sempre vale ler o rótulo e usar cada produto para a finalidade indicada por quem o fabricou.

A vitamina E das amêndoas

Um dos componentes mais associados às amêndoas é a vitamina E. A Cleveland Clinic confirma que as amêndoas são fonte desse nutriente e o descreve como um antioxidante que protege as células dos danos causados pelos radicais livres, lembrando que os antioxidantes combatem esses radicais, que aumentam o risco de certas doenças. Esse efeito antioxidante também é o que aproxima as amêndoas de outros alimentos ricos em polifenóis, já que a própria amêndoa contém flavonoides. Como a amêndoa também traz gorduras saudáveis, esse conjunto favorece o aproveitamento da vitamina E pelo corpo.

A vitamina E não atua apenas como antioxidante genérico. Segundo a Cleveland Clinic, ela é encontrada em altas quantidades em certas células do sistema de defesa, e sua deficiência prejudica a função imune. A mesma fonte aponta que a vitamina E trabalha tanto por dentro quanto por fora para ajudar a pele a ter melhor aparência, e que uma ingestão adequada pode estar associada a benefícios para a saúde dos olhos. São informações que ajudam a entender por que a vitamina E é tão citada quando se fala de amêndoas e seus derivados.

Vale, porém, uma ressalva importante de honestidade. A Cleveland Clinic afirma que, para a maioria das pessoas, não é difícil atingir as necessidades de vitamina E apenas pela alimentação, e que a maior parte não precisa de suplemento. A entidade lembra ainda que é quase impossível chegar a doses perigosas de vitamina E só com a comida, enquanto suplementos têm limites e exigem cuidado, sobretudo para quem usa anticoagulantes ou medicamentos para colesterol. Em outras palavras, comer amêndoas como parte de uma alimentação variada já é uma forma natural de obter vitamina E, e a decisão sobre suplementos deve passar por orientação profissional, como acontece também com outros nutrientes, a exemplo da vitamina D.

Amêndoas inteiras e fatiadas ao lado de um pequeno recipiente com óleo de amêndoas dourado
Segundo a Cleveland Clinic, as amêndoas são fonte de vitamina E, um antioxidante que ajuda a proteger as células dos radicais livres.

Óleo de amêndoas para a pele: o que diz a evidência

O uso mais conhecido do óleo de amêndoas é no cuidado da pele, e aqui é onde encontramos a evidência mais direta. Um ensaio clínico indexado no PubMed testou o óleo de amêndoas aplicado na pele de bebês prematuros internados em UTI neonatal. O estudo dividiu os participantes em três grupos: um recebeu óleo de semente de girassol, outro recebeu óleo de amêndoas e um terceiro não recebeu óleo, servindo de comparação. Os pesquisadores mediram a hidratação da camada externa da pele antes e depois das aplicações.

O resultado foi consistente em um ponto. Segundo o estudo, os bebês dos grupos que receberam óleo, tanto o de girassol quanto o de amêndoas, tiveram melhor hidratação da pele do que os bebês do grupo sem óleo, e não houve diferença entre os dois óleos. A conclusão dos autores foi que nenhum dos dois óleos teve efeito prejudicial sobre a pele e que seu uso pode melhorar a hidratação da camada córnea, podendo ser empregado para hidratar a pele desses bebês. Ao mesmo tempo, os próprios autores foram cautelosos e ressaltaram que mais estudos são necessários para avaliar a eficácia dos óleos naturais sobre a pele.

O que tirar disso de forma honesta? A evidência aponta para um efeito de hidratação da pele, sem sinais de dano nesse contexto, mas sem prometer mais do que isso. O estudo fala em hidratação, não em curar doenças de pele, apagar estrias ou rejuvenescer. É exatamente assim que faz sentido enxergar o óleo de amêndoas na pele: como um cuidado de hidratação e maciez, aplicado, na rotina caseira de adultos, em áreas que tendem a ressecar mais, como cotovelos, joelhos e pés, sempre com um teste prévio em uma pequena área.

Sobre as estrias, tema muito associado ao óleo de amêndoas, é preciso ser direto: as fontes que consultamos não sustentam que ele previna ou apague estrias. O que existe de evidência fala em hidratação. O caminho honesto é encarar o óleo como um cuidado de hidratação da pele, e levar preocupações específicas a um dermatologista.

Óleo de amêndoas para o cabelo

No cabelo, o óleo de amêndoas é valorizado pelo efeito cosmético de aparência, e a Cleveland Clinic ajuda a entender o que esperar. Segundo a entidade, os óleos podem dar aos fios um reforço de hidratação muito bem-vindo e ajudam cabelos que foram afetados por modelagem intensa e dano por calor. No caso específico do óleo de amêndoas, a Cleveland Clinic menciona que suas propriedades hidratantes podem criar uma barreira de proteção contra os raios UV do sol.

Quando o assunto são as pontas duplas, a Cleveland Clinic é honesta sobre o alcance do óleo. Segundo a entidade, os óleos podem ajudar a melhorar visualmente a aparência das pontas e acrescentar um pouco de hidratação no processo, mas isso é apenas uma solução temporária. Ou seja, o óleo melhora o aspecto e a maciez do fio, não repara permanentemente o dano.

Sobre como usar, a própria Cleveland Clinic dá um caminho prático: aplicar uma quantidade do tamanho de uma ervilha no cabelo seco, concentrando do meio para as pontas, deixar agir de 20 minutos a uma hora e depois lavar, repetindo cerca de uma vez por semana. A lógica é usar pouco produto e focar nas pontas, evitando o excesso que pesa os fios.

Há, porém, um cuidado relevante quanto ao couro cabeludo. A Cleveland Clinic afirma que a dermatologista desaconselha colocar óleo diretamente no couro cabeludo, porque isso pode aumentar o risco de dermatite seborreica, ou seja, caspa. A entidade acrescenta que pessoas com cabelo fino e liso podem sentir que o óleo deixa os fios pesados demais, e que quem é propenso à caspa deve evitar todos os tipos de óleo. Conhecer o próprio tipo de cabelo, portanto, faz parte de usar bem o produto.

Um ponto de honestidade importante fecha o tema: o óleo de amêndoas atua na aparência e na maciez do fio, não no crescimento nem no tratamento de queda. Nenhuma das fontes que consultamos sustenta que ele faça o cabelo crescer mais rápido ou trate queda capilar, que pode ter muitas causas e merece avaliação de um profissional.

Amêndoas na alimentação

Além do uso cosmético do óleo, vale olhar para a amêndoa como alimento, já que é dela que o óleo vem. Aqui a Cleveland Clinic é generosa em informação. Segundo a entidade, as gorduras mono e poli-insaturadas das amêndoas são boas para o coração porque podem ajudar a baixar o colesterol ruim e elevar o bom. A Cleveland Clinic também afirma que as amêndoas têm menos carboidratos do que outras castanhas e que sua fibra ajuda a manter o açúcar no sangue mais estável, reduzindo o risco de picos de glicose. Acompanhar esses marcadores faz parte da rotina de exames de sangue, ao lado de avaliações gerais como o hemograma.

A entidade ainda destaca o lado antioxidante do alimento. Segundo a Cleveland Clinic, as amêndoas fornecem vitamina E e flavonoides, que ajudam a proteger as células de danos, e cita uma pesquisa em que comer cerca de 60 gramas de amêndoas por dia ajudou a reduzir a inflamação no corpo. Vale notar uma orientação prática da própria fonte: parte dos antioxidantes pode ser perdida no processo de aquecimento, e versões torradas ou aromatizadas podem trazer óleos menos saudáveis, sal e açúcar adicionados, razão pela qual a Cleveland Clinic sugere preferir amêndoas cruas para melhor aproveitamento nutricional.

Quanto ao óleo de amêndoas doce na cozinha, ele costuma ser usado a frio, em preparos delicados, por causa do sabor suave, e carrega parte das gorduras insaturadas e da vitamina E que caracterizam a amêndoa. Ainda assim, vale repetir o óbvio que muita gente esquece: óleo é calórico. Uma colher já concentra bastante energia, então a moderação é a regra dentro de uma alimentação variada, que é o que de fato importa para a saúde.

Pessoa regando uma salada fresca com um fio de óleo de amêndoas a partir de uma colher
Na cozinha, o óleo de amêndoas doce é geralmente usado a frio, como finalizador de saladas e pratos prontos.

Como usar e aplicar o óleo de amêndoas

Usar bem o óleo de amêndoas é, sobretudo, uma questão de bom senso e de pequenas quantidades. Algumas orientações práticas, em linha com o que dizem as fontes, ajudam a aproveitar o produto sem frustração nem desperdício.

  • Faça um teste antes. Antes do primeiro uso na pele, aplique uma pequena quantidade em uma área discreta, como o antebraço, e observe por algumas horas se surge vermelhidão ou coceira. Esse cuidado simples vale especialmente para quem tem pele sensível.
  • Pense no óleo como hidratação. A evidência que encontramos, no ensaio do PubMed, aponta o óleo de amêndoas como um cuidado que pode melhorar a hidratação da pele, sem prometer mais do que isso. Use-o nas áreas que tendem a ressecar.
  • Use pouco no cabelo. Seguindo a Cleveland Clinic, comece com uma quantidade do tamanho de uma ervilha no cabelo seco, do meio para as pontas, e deixe agir antes de lavar. Excesso de óleo deixa o cabelo pesado, e óleo direto no couro cabeludo é desaconselhado pela entidade.
  • Conheça seu tipo de cabelo. Cabelos finos e lisos podem ficar pesados com óleo, e quem é propenso à caspa deve evitar óleos, conforme a Cleveland Clinic.
  • Respeite o rótulo. Use produtos cosméticos para a pele e o cabelo, e produtos alimentícios para a cozinha, seguindo as instruções do fabricante.

O ponto central é entender o óleo de amêndoas como um cuidado complementar de hidratação e finalização, e não como um remédio. Ele pode tornar a pele mais macia e o cabelo mais bonito de aparência, mas não trata doenças e não faz milagres.

Contraindicações e cuidados

O cuidado mais importante com o óleo de amêndoas é a questão da alergia. A amêndoa é uma oleaginosa, do grupo das castanhas de árvore, um dos grupos mais associados a alergias alimentares. Pessoas com alergia a esse grupo devem ter cautela tanto no consumo quanto, em alguns casos, no uso na pele, e o ideal é conversar com um médico antes de qualquer uso. Reações alérgicas a alimentos podem ser sérias e exigem atenção.

Mesmo quem não tem alergia conhecida pode apresentar irritação ou sensibilidade na pele, como acontece com diversos produtos. Por isso o teste em uma pequena área antes do uso amplo é sempre recomendado. Se surgir vermelhidão, coceira, ardência ou qualquer desconforto, o correto é suspender o uso e, se o sintoma persistir, procurar orientação médica.

No cabelo e no couro cabeludo, vale repetir o alerta da Cleveland Clinic: a entidade desaconselha aplicar óleo diretamente no couro cabeludo pelo risco de dermatite seborreica, e recomenda que pessoas propensas à caspa evitem óleos. Quem tem cabelo fino também pode não se dar bem com o peso do produto.

Há ainda situações que pedem atenção especial. Gestantes e lactantes que pensam em usar o óleo, na pele ou na alimentação, fazem bem em mencionar isso no acompanhamento de pré-natal, parte do cuidado mais amplo com a saúde da mulher. Pessoas com condições de pele, como dermatite, e quem tem pele acneica ou muito oleosa devem conversar com um dermatologista antes de incluir óleos na rotina, já que a reação varia muito. E, na cozinha, vale lembrar que se trata de um alimento calórico, a ser usado com moderação dentro de uma dieta equilibrada.

Por fim, um cuidado simples de conservação: óleos vegetais oxidam com o tempo, o calor e a luz. Guarde o frasco bem fechado, em local fresco e ao abrigo da luz direta, observe o prazo de validade e descarte o produto se ele apresentar cheiro rançoso. Um óleo oxidado perde qualidade e não deve ser usado.

Mitos e verdades sobre o óleo de amêndoas

"Óleo de amêndoas cura problemas de pele." Mito. A evidência que encontramos, no ensaio do PubMed, fala em melhora da hidratação da pele, não em cura de doenças. Sintomas persistentes pedem avaliação de um dermatologista.

"Óleo de amêndoas faz o cabelo crescer." Mito. Segundo a Cleveland Clinic, os óleos agem na aparência e na hidratação dos fios, inclusive melhorando o visual das pontas de forma temporária, mas isso não é crescimento nem tratamento de queda.

"Óleo de amêndoas elimina estrias." Mito. As fontes consultadas não sustentam que ele previna ou apague estrias. O que há de evidência é sobre hidratação da pele.

"As amêndoas têm vitamina E." Verdade. A Cleveland Clinic confirma que as amêndoas são fonte de vitamina E e descreve a vitamina E como um antioxidante que protege as células dos radicais livres.

"Pode passar óleo direto no couro cabeludo sem problema." Mito, com ressalva. A Cleveland Clinic desaconselha aplicar óleo diretamente no couro cabeludo pelo risco de dermatite seborreica, ou seja, caspa.

"Quem tem alergia a castanhas pode usar à vontade." Mito perigoso. Por ser uma oleaginosa, a amêndoa pode desencadear reações em pessoas alérgicas a castanhas. Nesses casos, o uso deve ser discutido com um médico antes de qualquer coisa.

Resumo: o que levar deste guia

O óleo de amêndoas doce é um produto versátil, presente no cuidado da pele e do cabelo. Na pele, um ensaio clínico indexado no PubMed indica que ele pode melhorar a hidratação da camada externa, sem efeito prejudicial nesse contexto, mas a própria pesquisa pede mais estudos e não promete curar problemas de pele. No cabelo, a Cleveland Clinic descreve os óleos como um reforço de hidratação e aparência, com a ressalva de não aplicar direto no couro cabeludo e de respeitar o tipo de fio. As amêndoas, das quais o óleo vem, são fonte de vitamina E, um antioxidante que, segundo a Cleveland Clinic, protege as células dos radicais livres e participa da função imune, e a melhor forma de obter o nutriente é pela alimentação. O cuidado central é a alergia a oleaginosas, que exige atenção e orientação médica, além do bom hábito de testar o produto numa pequena área antes do uso amplo. Acima de tudo, vale guardar uma ideia simples: o óleo de amêndoas é um cuidado complementar de hidratação e finalização, que pode somar à rotina de bem-estar, ao lado de hábitos que importam de verdade, como um sono de qualidade e o manejo do estresse, que ajuda inclusive a evitar queixas como a dor de cabeça. Mas ele não cura, não emagrece e não substitui a avaliação de um profissional quando ela é necessária.

Perguntas frequentes

Para que serve o óleo de amêndoas na pele?

Na prática, ele é usado para ajudar a hidratar a pele. Um ensaio clínico publicado no PubMed testou óleo de amêndoas aplicado na pele de bebês prematuros e observou que o grupo que recebeu o óleo teve melhor hidratação da camada externa da pele do que o grupo sem óleo, sem efeitos prejudiciais. Os próprios autores ressaltaram que mais estudos são necessários para avaliar a eficácia de óleos naturais na pele. Ou seja, o óleo de amêndoas funciona como um cuidado de hidratação, não como tratamento de doenças.

O que diz a ciência sobre óleo de amêndoas e hidratação da pele?

O ensaio clínico que encontramos no PubMed comparou óleo de amêndoas, óleo de semente de girassol e nenhum óleo na pele de bebês prematuros. Tanto o óleo de amêndoas quanto o de girassol deixaram a pele mais hidratada do que no grupo sem óleo, e não houve diferença entre os dois óleos. A conclusão do estudo foi que esses óleos não têm efeito prejudicial sobre a pele e podem melhorar a hidratação da camada córnea. É uma evidência sobre hidratação, e não sobre cura de problemas de pele.

As amêndoas têm vitamina E?

Sim. Segundo a Cleveland Clinic, as amêndoas são fonte de vitamina E, além de fibras, proteínas, gorduras saudáveis e minerais como magnésio. A própria Cleveland Clinic descreve a vitamina E como um antioxidante que protege as células dos danos causados pelos radicais livres. Como a amêndoa também tem gorduras saudáveis, esse perfil favorece o aproveitamento da vitamina E pelo organismo.

O que a vitamina E faz no corpo?

De acordo com a Cleveland Clinic, a vitamina E é um antioxidante que protege as células dos danos causados pelos radicais livres. Ela também está presente em altas quantidades em certas células de defesa do organismo, e sua falta prejudica a função imune. A Cleveland Clinic acrescenta que a vitamina E atua tanto por dentro quanto por fora para ajudar a pele, e que, para a maioria das pessoas, não é difícil atingir as necessidades de vitamina E apenas pela alimentação.

Quais são os benefícios das amêndoas para a saúde?

Segundo a Cleveland Clinic, as amêndoas são ricas em fibras, proteínas, gorduras saudáveis, vitamina E e minerais. As gorduras mono e poli-insaturadas das amêndoas são boas para o coração porque podem ajudar a baixar o colesterol ruim e elevar o bom. A Cleveland Clinic também afirma que a fibra das amêndoas ajuda a manter o açúcar no sangue mais estável e cita pesquisa em que comer cerca de 60 gramas de amêndoas por dia ajudou a reduzir a inflamação no corpo.

Óleo de amêndoas serve para estrias?

O óleo de amêndoas é popularmente usado em massagens na pele, inclusive na gestação, mas as fontes que consultamos não sustentam que ele previna ou elimine estrias. A evidência disponível, como o ensaio do PubMed, fala em hidratação da pele, não em estrias. O caminho honesto é encarar o óleo como um cuidado de hidratação e maciez, e levar qualquer preocupação específica a um dermatologista.

Posso passar óleo de amêndoas no rosto todos os dias?

As fontes consultadas não trazem uma recomendação específica de uso diário no rosto. Como a pele facial é mais sensível e reage de formas diferentes em cada pessoa, o prudente é fazer um teste em uma pequena área antes do uso regular e observar a reação. Quem tem pele acneica, muito oleosa ou alguma condição de pele deve conversar com um dermatologista antes de incluir o óleo na rotina.

Óleo de amêndoas é bom para o cabelo?

Segundo a Cleveland Clinic, os óleos podem dar um reforço de hidratação aos fios e ajudar cabelos afetados por modelagem intensa e calor. A Cleveland Clinic menciona que as propriedades hidratantes do óleo de amêndoas podem criar uma barreira de proteção contra os raios UV do sol. Em relação às pontas duplas, a Cleveland Clinic alerta que os óleos ajudam a melhorar a aparência delas, mas isso é apenas uma solução temporária. São efeitos de aparência e maciez, não de crescimento do fio.

Óleo no couro cabeludo faz bem?

A Cleveland Clinic é cautelosa nesse ponto. Segundo a entidade, a dermatologista desaconselha colocar óleo diretamente no couro cabeludo, porque isso pode aumentar o risco de dermatite seborreica, ou seja, caspa. A Cleveland Clinic também afirma que quem tem cabelo fino e liso pode achar que o óleo deixa os fios pesados demais, e que pessoas propensas à caspa devem evitar todos os tipos de óleo. Por isso, vale conhecer o próprio tipo de cabelo antes de usar.

Como usar óleo no cabelo, segundo a Cleveland Clinic?

A Cleveland Clinic orienta aplicar uma quantidade do tamanho de uma ervilha no cabelo seco, concentrando do meio para as pontas, deixar agir de 20 minutos a uma hora e depois lavar, com uso semanal. A ideia é usar pouco produto, focar nas pontas e evitar o excesso, que pesa os fios. Lembre que isso é cuidado cosmético de aparência.

Quem tem alergia a oleaginosas pode usar óleo de amêndoas?

Não sem orientação. A amêndoa é uma oleaginosa (castanha de árvore), e pessoas com alergia a esse grupo devem ter cautela tanto no consumo quanto, em alguns casos, no uso na pele. Se você tem histórico de alergia a castanhas ou oleaginosas, converse com um médico antes de usar o óleo de amêndoas em qualquer forma.

Preciso tomar suplemento de vitamina E em vez de comer amêndoas?

Segundo a Cleveland Clinic, para a maioria das pessoas não é difícil atingir as necessidades de vitamina E apenas pela alimentação, e a maior parte não precisa de suplemento. A Cleveland Clinic também afirma que é quase impossível chegar a doses perigosas de vitamina E só com a comida, enquanto suplementos têm limites e cuidados, inclusive para quem usa anticoagulantes ou remédios para colesterol. Decisões sobre suplementos devem ser tomadas com orientação profissional.

Referências bibliográficas
  1. Almond oil and skin hydration: ensaio clínico (PubMed, Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA)
  2. Benefits of almonds (Cleveland Clinic)
  3. Oiling your hair (Cleveland Clinic)
  4. Vitamin E: usos e benefícios (Cleveland Clinic)
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Equipe Editorial GuiaDeSaude

A Equipe Editorial GuiaDeSaude pesquisa e redige conteúdos a partir de fontes médicas reconhecidas (PubMed, Ministério da Saúde, OMS, Mayo Clinic, entre outras). Toda informação é verificada contra pelo menos duas fontes antes da publicação.

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